Nascido em João Pessoa, na Paraíba, no dia 12 de setembro de 1935, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, em que o sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, José Vandregísilo, começou usando o nome artístico de Carlos Dias, mas logo passou para Geraldo Vandré.
Em 1965, Vandré participou do I Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior de São Paulo, defendendo “Sonho de carnaval” de Chico Buarque. No mesmo ano lançou seu segundo disco, intitulado “Hora de Lutar”, entre as músicas do disco, a própria “Sonho de um carnaval”, “Hora de lutar” composta por ele, “Aruanda”, dele com Carlos Lyra e “Samba de mudar” dele com Baden Powell.
Já em 1966, Vandré venceu o II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo. A música vencedora foi “Disparada”, composta com Theo de Barros e interpretada por Jair Rodrigues. “Disparada” empatou no festival com a música “A Banda” de Chico Buarque de Holanda.
Em 1968 o movimento estudantil reagia com mais força à ditadura militar e os conflitos entre o governo e os estudantes passaram a ser mais vistos. De acordo com matéria do site pco.org.br, ainda no ano de 1968, nas eliminatórias para o III Festival Internacional de Cultura, em São Paulo, Geraldo Vandré causou impacto com a música “Pra não dizer que não falei de flores”, popularmente conhecida como “Caminhando”. A música foi defendida no festival junto com o Quarteto Livre, ela ficou em segundo lugar no festival e tornou-se um hino da resistência contra a ditadura militar.
Ainda no III Festival, Gilberto Gil tocou “Domingo no Parque” acompanhado pelos Mutantes, que foi classificada em segundo lugar. “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, classificada em quarto no mesmo festival, formaria junto com “Domingo no Parque” o movimento tropicalista, em boa parte por causa da inserção de guitarras elétricas em uma música que não era rock.
Em 1968, Gil lançou o LP “Gilberto Gil”, dando início ao Tropicalismo, e tendo ele e Caetano Veloso como principais figuras. Com uma proposta de antropofagia de valores culturais estrangeiros baseada em idéias de Oswald de Andrade, o tropicalismo se concretizou com “Tropicália ou Panis et Circensis”, disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão e arranjos do maestro Rogério Duprat. Em 1969, Gil, foi preso pela ditadura militar, e lançou a irônica “Aquele Abraço”, uma de suas músicas mais famosas.
Em 1969, Gil e Caetano Veloso, partiram para o exílio político na Inglaterra, em que Caetano compôs canções como “London, London” e “Como dois e dois” e lançou discos.
Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia se juntaram novamente e formaram o grupo Doces Bárbaros, que gravaram um LP e sairam em turnê. Nos anos 80 continuaram gravando e produzindo discos, como “Outras palavras”, “Cores, nomes”, “Uns” e “Velo”, e em 86 comandaram ao lado de Chico Buarque o programa de televisão “Chico & Caetano”, onde cantavam e tinham a participação de convidados.
Segundo biografia do site cliquemusic.uol.com.br, no início dos anos 90, Caetano lançou o sucesso do disco “Circuladô”, cuja faixa-título é baseada num poema de Haroldo de Campos, colaborador de longa data. Logo em seguida, o disco “Tropicália 2”, em que refez a parceria de Caetano Veloso e Gilberto Gil.