Publicado por: Lara | Novembro 16, 2008

Movimento cultural hip hop

Se fossemos feitos de música, escolheria ser o estilo rap, pelo simples fato de poder expressar um sentimento determinado sobre algo ou alguém, apresentando o maior grau de protestos na letra, sem que sejamos perseguidos ou prejudicados. Vivemos em uma sociedade de consumo, onde existem muitos problemas sociais, é difícil apontarmos quais os problemas, mesmo porque pagamos caro por qualquer palavra mal interpretada, portanto existem pessoas que expressam sua indignação em forma de música, assim como os rappers que utilizam esse estilo hip hop para protestar a situação do país.

O dicionário da Música Popular Brasileira de Ricardo Cravo Albin descreve o hip hop como uma cultura oriunda das classes menos favorecidas, que é basicamente de origem afro-jamaicana. O rap (ritmo e poesia) é considerado a linguagem musical do hip hop, com um discurso quase sempre calçado na crônica urbana da diferença de classes, o texto é usado com uma forma de protesto, no qual expõe o problema e discursa sobre ele.

Segundo o dicionário da Música Popular Brasileira de Ricardo Cravo Albin, o rap não é novo e nem foi criado nos Estados Unidos. Há pesquisadores que afirmam que surgiu em local, dia, mês e ano marcados. Há quem discorde e defenda que o rap faz parte de um híbrido da cultura negra jamaicana mesclada com aspectos da cultura afro norte-americana. No Caribe, especificamente na Jamaica, surgiu uma cultura musical de nome “Raga”, uma mescla de ritmos jamaicanos com ritmos africanos. Esse gênero básico serviu como ponto de partida para a criação de novos gêneros como o hip hop.

Outra característica do hip hop em sua expressão musical é a afirmação de cultura produzida na periferia e por ela consumida. Grupos como Racionais MC’s, de São Paulo, não fizeram uso da mídia convencional para chegarem ao reconhecimento local e, depois, ao nacional.

O hip hop na expressão musical do rap assume características próprias em cada região. No Rio de Janeiro, por exemplo, alguns rappers usam como base o samba e em São Paulo a preferência para a base sonora ainda são os loops americanizados.
O hip hop não pode ser consumido, tem que ser vivido (não comprando roupas caras, mais sim melhorando suas habilidades em um ou mais elementos dia a dia). É um estilo de vida, uma ideologia, uma cultura a ser seguida. E assim mesmo, essa cultura é usada também como mercadoria, em boa parte dos rappers usam como forma de lucro, deixando para trás a raiz protestante do hip hop.

Essa cultura é alvo de análise na medida em que nasce como forma de manifestação cultural da periferia, como gírias, corte de cabelo, e principalmente como música, entre outras manifestações.

Por ser um estilo desenvolvido na periferia e por seus jovens moradores, o rap absorveu a linguagem do seu próprio ambiente. Por causa da politização dos primeiros rappers, surgiu um grupo que começaria a levar suas experiências de vida da periferia para as letras das músicas. Com maior consciência crítica em relação aos problemas da comunidade, e explorando questões sociais nas letras das músicas, os rappers transformam-se em porta-vozes dos moradores da periferia.

 


Respostas

  1. Olá Lara;
    Tá mandando ver no seu trabalho de casa hein!!!
    Definitivamente já faz parte do clube da insônia. Um INSONAUTA levanta da cama para blogar o sonho antes que o dia amanheça e não mais se lembre dele…
    Tá muito legal…
    Abraços!!!

  2. Oi Lara;
    Definitivamente não é de reza q vc precisa. Vc tem tudo sob controle. Coloque em prática todo o seu aprendizado… e, boa sorte!!!
    Abraços…


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