Esse movimento hip hop surgiu nos anos 70 com um D.J. chamado Afrika Bambaataa, que foi inspirado por Kool D.J. Herc (era o D.J. mais conhecido da época), e com a ajuda de outro D.J. chamado Grand Master Flash. Ele reformulou as rimas em cima dos Break Beats, um tipo de música da época.
Bambaataa teria se inspirado em dois movimentos, um deles era a forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, o outro estava na forma de dançar da época, que era saltar movimentando os quadris.
Segundo o site dancaderua.com.br, se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash; os que vieram depois só ajudaram a construir o hip hop.
No Brasil, o hip hop surgiu na década de 80, absorvendo características regionais diferentes em vários estados. Com o passar do tempo, o gênero assumiu características de movimento de cada grupo, sendo reconhecido também como uma cultura de rua, assim como o movimento punk e o rock.
Em 1984, a mídia, por meio dos jornais e de outros meios de comunicação, noticiou a chegada da nova dança no país, a dança de rua.
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: o rap – rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura; o grafite – que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por grafiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; o break dance – que representa a dança, D.J. e MC.
Os D.Js. são profissionais que utilizam discos de vinil para produzirem um som diferenciado, para um determinado público alvo, já que na época não existia CD. Fazem mixagens com qualquer tipo de música, que para o hip hop é fundamental, mas, hoje, contam com aparelhos de CD player com recursos para D.J., podendo assim produzir o som com um CD.
Os MC’s (Mestre de Cerimônia) contam acontecimentos de grupo e individuais de bairro, das dificuldades dos jovens afro-descendentes que vivem na periferia. Os MC’s abordam fatos do dia-a-dia, possibilitando a identificação da população da periferia enquanto grupo, enquanto gueto, pois sem eles o rap não existiria.
O dicionário da Música Popular Brasileira de Albin descreve o hip hop como uma cultura oriunda das classes menos favorecidas, que é basicamente de origem afro-jamaicana. O rap é considerado a linguagem musical do hip hop, com um discurso quase sempre calçado na crônica urbana da diferença de classes, cujo texto é usado como forma de protesto, no qual expõe o problema e discursa sobre ele.
Segundo o site dancaderua.com.br, em agosto de 1989, um homem chamado Milton Salles criou a MH2O “Movimento Hip Hop Organizado”. Salles nesta época, era produtor dos Racionais Mc’s e foi até 1995, isso ajudou-o a divulgar muito o rap para o grande público.
De acordo com Albin, no dicionário da Música Popular Brasileira, o rap não é novo e nem foi criado nos Estados Unidos. Há pesquisadores que afirmam que surgiu em local, dia, mês e ano marcados. Há quem discorde e defenda que o rap faz parte de um híbrido da cultura negra jamaicana mesclada com aspectos da cultura afro norte-americana.